domingo, 14 de junho de 2026

É preciso estar atento e forte

Me angustiei muito esse fim de semana com a notícia da morte da jovem de 21 anos jogada de um hope jump sem a corda. Me angustia muito pois isso que ocorreu é sintoma do nosso tempo. Geração marcada por uma ignorância orgulhosa. 

Hoje as pessoas não leem mais, dizem orgulhosas que não perdem tempo com isso. Não verificam manuais. Riem das leis, odeiam direitos humanos. Enaltecem o senso comum. Uma geração que exalta a violência, odeia a ciência, despreza o conhecimento, ignora a técnica e o critério. Chico fala em sua música algo que é exaltado, eles dizem: “tem que bater, tem que matar engrossa a gritaria, mas a filha do medo, a raiva é mãe da covardia” e acrescenta a quem discorda, vai na contra mão, acredita no respeito e no amor que “doido sou eu que escuto vozes, não há gente tão insana nem caravana do Arará”.

Hoje vemos coachs com milhões de seguidores, enquanto o especialista no assunto, aquele que estudou de verdade fica a míngua. Vale mais o network, o marketing pessoal do que o conhecimento, a técnica, o critério, a ciência. 

Quer ser ouvido? Venda facilidade, como ficar milionário. Como eles conseguem, como eles têm a cura milagrosa que ninguém mais tem, como eles são descolados, resolvem tudo com facilidade, com uma canetada. 

Vacina? Mata, causa doenças cardiovasculares, mesmo cumprindo todos os métodos exigidos pelo suprassumo da técnica, melhor não arriscar né. Mas tomar mounjaro manipulado na clínica particular daquele médico descolado, que usa calça coronha e tem mais marketing do que ciência produzida parece mais seguro. Tomar todos os suplementos, sucos, pílulas milagrosas que a influencer indicou também parece muito mais adequado. 

Há ainda quem pense que pessoas milionárias o são por serem muito inteligentes né, mas basta lembrar do caso do ricaço que levou o filho pra morte em um submarino com destino ao titanic. Provavelmente ouviu palavras floreadas e bonitas do dono do submarino. 

Uma geração de espertalhões, que vendem facilidade sem critério, que vendem um jeitinho de fazer, que preferem o rápido mal feito, que querem o descartável. Uma época que despreza o conhecimento. 

Mas o que tudo isso tem a ver com a morte da moça. Tudo. Os profissionais que deveriam seguir com rigor os protocolos não o fizeram, todos eles esqueceram. Não teve um chato pra dizer: já verificou de novo? 

Mas infelizmente eles seguem orgulhosos de sua ignorância, acham os outros criteriosos demais, cuidadosos demais, exagerados, nutelas demais. E enquanto isso alguém perde o amor de sua vida, um filho perde o pai, a mãe perde um filho. 

Esses são sintomas de um sistema autoritário, fascista, que odeia ciência, intelectualismo, métodos e pensamento crítico. Desde o discurso mais simplório até mortes causados por ele, os sintomas estão cada vez mais evidenciados e tomam conta de quase todos ambientes. 

Mas como diria Caetano em sua canção: Atenção ao dobrar uma esquina… Atenção, precisa ter olhos firmes… Atenção, tudo é perigoso, tudo é divino, tudo é maravilhoso… atenção para o estrofe e para o refrão, pro palavrão, para a palavra de ordem. Que é preciso estar atento e forte.

domingo, 22 de dezembro de 2024

Retrospectiva de leituras 2024

 Eu nunca tive o hábito de ler. A literatura surgiu em minha vida praticamente no fim da adolescência por influência das amigas. Mas desde que tive o primeiro contato com a imensa dimensão do mundo literário, me apaixonei, lia o que tivesse. Gostava de algumas leituras e de outras mais ou menos. Mas sempre lendo. 

Tenho até hoje anotações dos livros que li na minha adolescência, livros clássicos que pedia emprestado na biblioteca. Não, nunca foi exigência da escola para o vestibular, na minha época a escola não estava atenta a esse detalhe.

Quando engravidei de Mariana, devido ao cansaço próprio da gravidez, praticamente parei de ler. Depois que ela nasceu então, não li mais nada. Depois de uns dois anos, fui voltando aos poucos. 

Parar esse tempo me fez experimentar a secura da vida normal e cotidiana do adulto, costumo brincar dizendo que sai da adolescência quando Mari nasceu. Talvez tenha sido isso, abandonei um pouco da inocente viagem que fazia através da leitura. 

Com a pandemia, a secura aumentou significativamente, era realidade nua e crua demais para uma pessoa um tanto pessimista e sonhadora ao mesmo tempo.

Em 2022 quis forçar voltar o hábito da leitura colocando uma meta de 12 livros por anos. Desde então não parei mais. De lá pra cá a minha cabeça rodopiou varias vezes. Mergulhei em reflexões do mais profundo âmago, com Clarice Lispector, enxerguei por olhos e vivências que não eram minhas e chorei com Conceição Evaristo, dei risada com humor de Douglas Adams, viajei pela segunda guerra mundial por olhos que não podiam enxergar com Anthony Doerr, me revoltei e me entristeci com a visão de mundo de Byung-Chul Han, aprendi um tanto de escuta com Platão e outro tanto de estoicismo com Sêneca, Marco Aurélio e Epicteto. Lembrei-me da realidade sertaneja/agrestina em que coexisto e que permeia minha vivência e meu jeito de estar no mundo com Graciliano Ramos. Fiquei encantada com a pesquisa sobre feminismo de Valeska Zanello, conheci o percurso que fez Simone de Beauvoir até chegar a ser precursora do feminismo e da filosofia existencialista, viajei para história política do Chile com um romance de tirar o fôlego com Isabel Allende e por fim redescobri com Rosa Montero que estar lúcida demais não é nada saudável para quem tem um espírito de viajante. 

As pessoas mais práticas devem se perguntar: mas esses livros serviram para o que? Qual foi o rendimento obtido? Ajudou profissionalmente? Ajudou pessoalmente? Afinal, tudo que fazemos deve ser monetizado não é? Pois bem, não é pra ter serventia, inclusive algumas leituras me tiraram até o prumo das ideias. A leitura é para viajar para além de mim e conversar todo dia um pouquinho com essas mentes geniais, e me ensinar a não me contentar com a secura da vida, e abenxergar um certo charme em tudo, em observar o mundo de tantas lentes. E saber que temos uma espécie de refúgio, uma Pasárgada onde você é amiga do Rei.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

O idealista e o coveiro

Você é idealista? Bem, eu sou, possuo em mim um vasto mundo, dentro de mim o mundo das ideias é engendrado e sofre querendo ser gestado e parido.

Dentro desse mundo ideal, as pessoas são honestas, com os outros e consigo mesmas, são empáticas, sim elas conseguem olhar o outro através de olhos que não são seus, de vivências que não são suas, de costumes e culturas diferentes das quais aprendeu em seu meio.

Nesse mundo das ideias, além das contidas e inseridas conforme o meio, existem as inseridas através das leituras, não só leituras de letras escritas, palavras em livros, mas leitura de mundos, diversos outros mundos das ideias de outros diversos seres cheios de ideias gestadas e paridas.

Djamila Ribeiro diz em seu livro Pequeno Manual Antirracista “Fala-se muito em empatia, em colocar-se do lugar do outro, mas empatia é uma construção intelectual, ética e política”, então no meu mundinho das ideias a empatia não se alcança quando digo que sou empático, mas quando enxergo que não sou e tento conhecer, enxergar esses tantos mundos e me colocar como aprendiz de mundos.

Mas voltando ao mundo do idealista, ele se enche de coisas, o idealista ler livros sobre um mundo melhor, não um mundo melhor para ele, mas para todos, e ele não sente pena dos outros, ele sente pena de si mesmo e de sua ignorância, ele adentra em outros mundos como mero expectador, ele ler as linhas escritas de Simones, Djamilas, Bells, Conceições, Valeskas, Isabeis, Clarices, Machados, Joses, Chicos, Vivianes, Itamares, Andrews, dentre tantos outros mundos possíveis, e ele se vê pequeno, um mundo bem pequenininho, sem alcance, sem visão, sem ideias gestadas e paridas, só ideias.

Mas ele, a partir de tantas outras ideias imagina um mundo colocando em prática todas as ideias de tantos mundos das ideias de tanta gente genial e cheias de ideias, e ele faz igual Jonh Lennon e sonha, escreve e faz uma música. Daí outros idealistas gostam da letra, cantam a música e sonham juntos e gestam e dão a luz a novas ideias, boas ideias.

Mas tem lugares que não dá para ser idealista, tem lugares, que são iguais ao filme o poço. Aliás, sinto dizer que tem lugares para ser idealistas, todos os outros não dão pra ser. Sobra poucos lugares para os idealistas, a poesia, a música, a literatura, a filosofia. Os demais lugares estão ocupados em suprimir ideias, em enterrar ideias e enterrar pessoas também, se essas têm ideias demais da conta.

Aos idealistas um conselho: não se demorem em lugares e pessoas tipo coveiro, eles são especialistas em enterrar pessoas, expectativas, sonhos, músicas de Elton Jonh, livros de Conceição Tavares, mundos diferentes, olhares empáticos, visões de mundo além do necessário.

            Lugares e pessoas tipo coveiro, não são idealistas, aliás, um dia foram, quando crianças, mas foram engolidas por lugares e pessoas tipo coveiro. Pessoas não idealistas, ao contrário odeiam o mundo das ideias, gostam do mundo prático: Não serve? não vai dar lucro? não vai produzir? A amizade não serve de networking? não terá algum retorno? Atrapalha o caminho? Ok, então joga fora e descarta. O mundo do não idealista não é para ser vivido, degustado, é para suprir necessidades. O não idealista, confundo muito com pessoas narcisistas, mas nem sou psicóloga para fazer diagnostico, então, prefiro chama-lo de pessoa tipo coveiro, ele só serve para fazer o necessário e as vezes o necessário é só enterrar. 

quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Você é, eu sou

 

“Humano, demasiado humano”. “O homem é essencialmente mau”. Duas frases marteladas por Nietzsche e Hobbes. Para esses filósofos somos essencialmente maus, nascemos cruelmente inatos. A sociedade com suas regras, leis, religiões, sistemas morais, nos retira a barbárie e nos civiliza.

              Pois bem, então já que somos todos maus, estamos apenas fingindo bondade para viver confortavelmente em sociedade? Não, não é bem assim. Para Nietzsche, nós não temos consciência de nossa maldade, nos acreditamos bons, pois somos guiados por regramentos, sobretudo da religião, que nos diz que passos seguir e assim seremos bons, seremos recompensados, caso contrário, iremos para o inferno, seremos maus.

              Severino, um homem bondoso, vai à missa todos os domingos, paga o dízimo fielmente, faz caridade, é fiel à esposa, trabalhador, sustenta sua família, portanto, um homem bom. Ele também fica feliz em ver vídeos de pessoas sendo torturadas na internet, comemora a morte de crianças pretas, pois já previu que ia crescer e virar bandido mesmo. Ele é contra políticas de bem-estar social, como bolsa família, cotas para negros e pessoas com deficiência. Fica extremamente irritado quando vê notícias sobre o assunto e é capaz de acreditar nas mais esdrúxulas notícias quando vai de encontro com suas ideias e valores.

              Marieta, uma mulher bondosa, vai ao culto toda semana, participa de projetos sociais, serve sopão todo sábado, boa mãe, boa esposa, cuida da casa, cuida da aparência, defende uma alimentação saudável e exercícios, uma boa mulher. Marieta, assim como Severino, odeia políticas públicas distributivas, faz campanha contra o aborto, mas ignora crianças já nascidas, inclusive comemora quando a polícia invade a favela e quando mata criança, explica que é apenas dano colateral. Ela odeia feministas, ensina seus filhos que ser homossexual é pecado, mas que respeita?!

              Severino e Marieta são pessoas benquistas na sociedade, são mães e pais queridos, são tias e tios queridos, são irmãos adorados. Pessoas respeitáveis, direitas, trabalhadoras, bem-sucedidas. São cidadãos de bem.

              Porém, Severino e Marieta, são incapazes de enxergar a maldade em si mesmas. Se indagados sobre ser a favor de tortura, explicam que o são devido a uma questão de justiça, afinal, o bandido mereceu. Se perguntamos o porquê de perseguir o outro, responderão que estão tentando proteger os seus, afinal, sua família, seus filhos, seus amigos não precisam e não podem vivenciar um mundo tão deturpado, estão apenas limpando o ar, higienizando o ambiente, tentando fazer do mundo um lugar melhor.

              Afinal, quem consegue enxergar a maldade de Severino e Marieta se eles mesmo não enxergam? O outro. O inferno são os outros disse Jean-Paul Sartre. O outro sabe que Severino e Marieta são essencialmente maus, que a perseguição a empregada, que a humilhação ao subordinado, que a falta de empatia, os jogos de poder são oriundos da maldade humana, ela é que demasiada humana.

              Jean-Jacques Rouseau propõe uma visão diferente: o homem nasce bom e a sociedade o corrompe. Sendo assim, Severino e Marieta são apenas fruto do meio. Esse desejo mórbido de ver o outro em maus bocados foi aprendido. Se eles tivessem sido criados por uma família amorosa, empática, respeitosa e que sente compaixão pelo outro, talvez não teriam tais sentimentos ou não teriam tais ações.

              As ciências humanas ainda não encontraram uma resposta definitiva. O que temos são defensores de uma proposta ou de outra. Além disso temos também os defensores da importância da genética no comportamento humano.

              Eu particularmente acredito em um pouco de cada, uma visão pessoal mesmo, baseada no senso comum e vulgar. Entretanto, acredito que temos a capacidade de ver além. A filosofia tem grande importância nesse olhar mais aguçado sobre nós mesmos. O papel da filosofia é martelar. Martelar o oco e a escuridão da falta de reflexão e autorreflexão. Martelar a escuridão para iluminar com questionamentos. Imaginem então um martelo batendo forte em suas cabeças!! Deve doer né? É assim a filosofia, martelar e fazer doer, bater forte para fazer você enxergar o que estava escondido.

              Se nascemos bons e fomos corrompidos ou se já nascemos maus, não interessa muito nessa reflexão. A honestidade das ideias, a consciência, a iluminação de olharmos para dentro de nós mesmos com uma lamparina, como instiga Diógenes, o cínico, e enxergarmos muito além do bem e do mal, isso sim interessa.

              Quem combate monstros precisa tomar cuidado para que isso não o torne um monstro. Se você olha muito tempo para dentro do abismo, o abismo também começa a olhar dentro de você. Friedrich Nietzsche.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

E eu, o que tenho a ver com isso?





O que você faria com aquela safada, perguntou a mulher que fora traída.
- Eu daria um belo de um chute.
Respondeu sua amiga.
- Já eu a seguraria pra você chutar, querida.
Completou a irmã da mulher traída.
- Bem, eu a levaria para o mar e colocaria sua cabeça dentro d’água até ela implorar por perdão, sugere outra.
Depois de toda essa conversa, a prima da mulher traída dá um chacoalho e trás todas de volta a civilidade.
- Nossa! Como somos más!
A verdade é que nenhuma delas realizaria de fato todas essas torturas, ninguém desse grupo de garotas teria coragem de fazer quaisquer desses atos.
Mas não se enganem, elas não cometeriam tais atos por serem pessoas boas, mas porque no momento em que surge o pensamento animalesco de revidar, vingar, destruir, matar, agredir, entra em cena o superego.
Superego é uma estrutura mental designada por Freud, que “tem a função de conter os impulsos do id. Suas regras sociais e morais não nascem com a gente: nós a aprendemos na sociedade para que possamos conviver nela corretamente”.
O id, por sua vez, é o impulso, o animal dentro de nós “responsável pelos nossos impulsos mais primitivos: as paixões, a libido, a agressividade”.
O superego, como dito anteriormente, é responsável por barrar o id, é o que nos faz conviver bem em sociedade.
Para convivermos bem em sociedade, devemos ser civilizados. Civilizado deriva de civile, aquele que habita na cidade.
O contrário de civilizado é o bárbaro. Bárbaros são guerreiros que vivem em tribos distantes da cidade (civile), são brutos, cruéis e belicosos.
Bem, toda essa embromação para falar sobre nós, os seres humanos.
O que de fato somos sem máscaras e formalidades, conforme Freud, apenas um bando de bárbaros. Uns animais racionais, mas animais. Que pensamos coisas bárbaras, mas por sermos civilizados e convivermos bem, termos boa reputação, reprimimos e domamos esses pensamentos.
Porém, há quem seja bárbaro e não necessariamente viva em aldeias ou tribos. Há “civilizados” em aldeias e “bárbaros” na cidade.
Nas redes sociais observo muito do animal emergindo. A rede social é uma espécie de máscara. Ninguém o conhece, ninguém o condena. É apenas um perfil falso, um fake e deles saem as maiores ‘barbaridades’, desde as “aceitáveis” até as nem tão aceitáveis assim.
- negros voltem pra senzala!
- gays voltem pros armários!
- mulheres voltem pra cozinha!  
(suavizei)
Ou então aqueles que acham que a solução para melhorar a sociedade seria uma higienização social, tal qual já fez Hitler e muitos outros também.
“bandido bom é bandido morto” bradam com uma convicção vinda sei lá de onde. Talvez do seu animal mais íntimo, e com aval de outros muitos.
O “cidadão” de bem linchou o bandido até a morte. Ele confundiu, não era bandido. Quem é bandido agora?
A verdade é que estamos recebendo uma avalanche de máximas desse tipo, quer seja nas redes sociais quer seja nas ruas em forma de violência gratuita.
A emoção e o instinto falam mais alto. “manda prender esses bandidinhos”, “e se ele estuprasse sua filha” fala a voz da emoção, da vingança. “Joga pedra na Geni, joga bosta na Geni, ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela dá pra qualquer um, maldita Geni”.
O que diferencia o civilizado do bárbaro, entretanto, é o uso da razão. Só através do raciocínio lógico, crítico e autocrítico é que se pode conter impulsos e trazer a tona uma visão holística, uma visão do todo e não só das partes.  Descartes disse: Muitas vezes as coisas que me pareceram verdadeiras quando comecei a concebê-las tornaram-se falsas quando quis colocá-las sobre o papel.
A indignação é justa, mas não se resolve com ódio. O problema de segurança não se resolve com vingança. A discriminação com as classes minoritárias não irá acabar só por que você finge que ela não existe.  O respeito mútuo só é possível com civilidade. E o mal não precisa de plateia.



P.S. Quando lerem “animais”, por favor, não pensem em seus cachorrinhos saltitantes e seus gatinhos manhosos. :D

sábado, 7 de setembro de 2013

PARABÉNS BRASIL

Um dia de grande comemoração para a população brasileira. Dia 7 de setembro, vamos comemorar todos juntos, com a mão no peito, cantando hinos. Desfilando nosso orgulho de sermos brasileiros, nas ruas das cidades, na capital do país.
É o dia de lembrarmos que já fomos dependentes. Porém lutamos, contra Ingleses, Holandeses e Portugueses. Foram anos de guerra até conseguirmos nossa grande Independência. Sim essa nossa grande independência.
Um amigo, Márcio, falou-me certa vez dos significados do número sete. Disse que sete é um número cabalístico. Sendo agora mais explicativa, “Cabala, além de seu sentido genérico de tradição oral -- as interpretações dos textos sagrados, expressos na torah shebeal pe (doutrina oral) -- é um conjunto de preceitos e especulações místico-esotéricas da filosofia religiosa judaica, sob a influência de outras doutrinas.”. Foi em sete dias que Deus criou o mundo, sete dias tem uma semana, antigamente setembro era o mês sete, daí setembro. Era também o mês que na Europa dava-se início à época das vacas magras, pois o inverno se aproximava. Sete dias é o tempo que demora cada fase da lua. E Jesus disse: "Deves perdoar setenta vezes sete" Sete é um número perfeito. Daí tudo se explica e se aplica ao nosso País. É um país perfeito.
E se nossa independência tivesse ocorrido dia 8 de setembro, ai tudo ia ser diferente. Não seríamos o país das maravilhas. Haveríamos de ter mensalões para políticos corruptos, fábricas de cuecas especializadas em couro, para maior resistência e durabilidade. Teríamos políticos condenados pedindo aposentadoria por invalidez. Como também os mesmos condenados livrados da cassação, porque seus colegas deputados são tão legais, que não cassaram o mandato do coitadinho. Bem como, políticos, nossos representantes presos ao país, pois se colocar o pé fora, a INTERPOL poderia imediatamente prender.  Já pensou como seria se fosse OITO de setembro, talvez os políticos, familiares, iriam criar empresas fantasmas, fraudar licitações, ter contas em paraísos fiscais. Seríamos um País subdesenvolvido, veríamos crianças passando fome. Conheceríamos um fenômeno típico deste tipo de governo, o Coronelismo, quem sabe também existiriam políticos paternalistas e populistas. Íamos vender parte do nosso patrimônio a preço de banana, imaginem só, nosso país tão rico e tão próspero sendo vendido a preço de banana para multinacionais, chega a ser até chocante pensar isso.
Entretanto, ainda moramos na famosa Pasárgada de Manoel Bandeira. Pois graças aos números da cabala, escolhemos o dia certo: SETE DE SETEMBRO. Melhor ainda, não foi um brasileirinho qualquer que nos proclamou independentes, e sim um grande português que nos quis tanto bem: D. Pedro I. esse sim merece todo nosso respeito, como dedico todo respeito aos Grandes presidentes que fizeram nossa história.


domingo, 21 de julho de 2013

Construindo conhecimento

É inquestionável que somos produtos do meio, que existem milhões de fatores que nos levam a possuir uma opinião, um ideal, um conceito, uma escolha. O primeiro referencial são nossos pais, deles herdamos o que define nosso comportamento. Depois vem os vizinhos, os colegas de escola, os professores, os primeiros amigos, e talvez nesse momento é que começamos a colocar em prática a dialética hegeliana quando comparamos o que nossos pais nos ensinaram com o que os amigos, os professores e outros fatores externos contrapõem.
Estudando sobre influenciação de lideranças (assunto da área de administração) conheci as formas: coação, persuasão, sugestão e emulação.
O comportamento humano é extremamente complexo, e por isso os graus de influenciação são aceitos de formas diferentes de acordo com as peculiaridades do ser humano. Há pessoas que funcionam bem sob a coação, outras pela sugestão. Há aqueles que para influenciar utilizam-se da emulação. Emulação é quando o influenciador tenta igualar-se ou ficar quase parecido com o interlocutor, ou seja, para conseguir influenciar uma pessoa, é preciso pensar de forma igual, com linguagens e posturas parecidas. Outra forma, a persuasão, é quando o influenciador usa de argumentos plausíveis para tentar convencer o interlocutor. Em se falando de argumento é importante diferenciá-lo de opinião, de achismos, pois argumentos são proposições em que há premissas verdadeiras e um resultado ou conclusão verdadeira ou falsa.
Um exemplo de argumento:
Premissa 1 - vitamina C é um antigripal infalível.
Premissa 2 – Joana toma vitamina C todos os dias.
Conclusão – Joana não ficará com gripe.

Esse é um argumento válido, verdadeiro, tendo em vista que a conclusão está de acordo com as premissas.

Ou:
Premissa 1 - vitamina C é um antigripal infalível.
Premissa 2 – Joana toma vitamina C todos os dias.
Conclusão – Joana mesmo assim ficou com gripe.

Percebe-se que a conclusão não é válida. Pois em uma das premissas diz que vitamina C é um antigripal infalível.  

Então, logicamente, o interlocutor será obrigado a concordar ou discordar de acordo com os argumentos utilizados pelo influenciador. Acontece que, quando o sujeito não conhece ou não se interessa pela contraposição, ele certamente irá de imediato concordar com o influenciador, pois não possuía argumentos para destruir ou invalidá-lo.
É nesse momento que a dialética hegeliana entra em cena. De acordo com Hegel, é preciso conhecer a ideia, contrapô-la e logo após formar um novo conhecimento, uma nova ideia. É formada pela tese, antítese e síntese. De forma bem simples, a tese é a afirmação inicial, a antítese é a oposição à tese, e deste conflito nasce a síntese, que é o novo conhecimento, nova faceta da afirmação inicial. Conforme Hegel “este processo de contradição e desenvolvimento é inerente à realidade histórica e ao pensamento, e que o exercício dessas contradições necessariamente conduz a estágios mais elevados.”
É assim que está se fazendo a construção do conhecimento, por isso que sempre vai crescendo em estágios contínua e infinitamente.
Diz Descartes, em sua obra O discurso do método que “Muitas vezes as coisas que me pareceram verdadeiras quando comecei a concebê-las tornaram-se falsas quando quis colocá-las sobre o papel.”
Ótima leitura para quem quer iniciar no mundo da Filosofia, pois em toda a evolução do livro ele questiona a validade do pensamento, e um bom filósofo sempre duvida de tudo (risos). Dizia ainda que até os nossos pensamentos podem nos enganar, inclusive, que o homem não possui ideia ou pensamento perfeito.
A construção do conhecimento é árdua e nada fácil. Se formos nos atinar a isso diariamente ficamos até receosos de ter opinião com medo de estarmos sendo enganado pela nossa própria ideia ou pensamento. E por isso que não devemos ter medo de mudar de opinião, mesmo que diariamente, pois é assim que se constrói o conhecimento.
Aí eu pergunto: Você pretende ser o influenciador, o construtor de conhecimento ou o agente passivo puramente resultado do meio?


domingo, 2 de junho de 2013

Você mandou eu escrever

Às vezes penso que seja necessário um quê de razão na hora de escrever. Nunca devemos escrever quando estamos tomados por sentimentalismos, isso atrapalha a ordem dos pensamentos. Escrever levado por impulso atrapalha também no esclarecimento das ideias.
Quando entramos na faculdade, aprendemos que no modelo científico devemos ter referencial teórico para defender qualquer que seja ideia ou pensamento. Por exemplo, eu posso dizer que é necessário nas empresas haver boas relações humanas, qualidade de vida, boas condições de trabalho e não digo isso apenas por dizer, digo por que Elton Mayo fez a “Experiência de Hawthorne, que tinha por objetivo inicial estudar a fadiga, os acidentes, a rotatividade de pessoal, e o efeito das condições físicas de trabalho sobre a produtividade dos empregados. Essa experiência foi também motivada por um fenômeno apresentado de forma severa à época na fábrica: conflitos entre empregados e empregadores, apatia, tédio, a alienação, o alcoolismo, dentre outros fatores que tornavam difícil a convivência no meio trabalhístico”. E assim provou que o trabalho é mais produtivo se há empregados mais felizes, motivados e satisfeitos.
Imagina então, num ataque de sensibilidade falar sobre o humanismo e qualidade nas relações de trabalho. Ia ser um blá-blá-blá cansativo cheio de ressentimentos, "achismos" e subjetividades. Por isso a importância do referencial teórico, a gente esconde ressentimentos e mágoas por trás de palavras de homens que foram lá, provaram que o que você “acha” realmente funciona, já foi testado e aprovado.
Outro lado ruim de escrever em um momento de mágoa ou tristeza provocada por alguém próximo, é que seu texto vira automaticamente uma indireta postada em um blog. Já fiz muitas indiretas, tão indiretas que eu tive que ir lá dizer:
-Ei! Fulaninho! Veja o texto que escrevi para você, não é lindo?
Pois é, essa pessoa não achou o texto lindo, porém, quem não entendeu a mensagem/indireta, caiu em elogios.
Então, já que estou aqui a falar sobre base teórica, pois bem, devo embasar isso tudo que acabei de escrever, e a única maneira que achei, foi que a Língua Portuguesa diz ser uma metalinguagem, o que, segundo o dicionário informal: É a utilização do código para falar dele mesmo: uma pessoa falando do ato de falar, outra escrevendo sobre o ato de escrever, palavras que explicam o significado de outra palavra.
E não, esse texto não é uma indireta, sinto decepcionar. É que uma amiga hoje me perguntou por que eu não escrevia mais, daí resolvi escrever.



sábado, 2 de fevereiro de 2013

O que é felicidade?


Ouço vez ou outra, comentários do tipo, não existe felicidade, existem sim momentos felizes, alegres, ninguém é feliz. Foi ai que comecei a pensar sobre ela, rolei na cama de um lado para o outro, não conseguia dormir de tanto pensar nas infinitas possibilidades de ser feliz.

Ser feliz é estar com os amigos. É estar com a família. É conversar sobre o assunto predileto, ou apenas conversar. Ser feliz é sentir a pele do homem amado e sentir-se inteiramente satisfeita só de ter aquela pele tocando na sua. Ser feliz é conversar a noite toda com o amado, é contar histórias tristes ou de terror, é compartilhar. Ser feliz é ouvir música, sobretudo àquelas das quais tem maior apreço. Ser feliz é dançar, ou ver outros dançando. Ser feliz é correr, e parar. Ser feliz é acima de tudo comer, ah como é bom comer. E comer chocolate é mais feliz ainda. Ser feliz é acordar, é ir dormir, é esticar os ossos doloridos da correria do dia-a-dia e relaxar, somente relaxar. Ser feliz é tomar banho, e quando o banho é de mar, melhor ainda, e falando em mar, ser feliz é comer peixe com uma geladinha. Ser feliz é se produzir, ficar bonita, é ficar feia e super à vontade. Ser feliz é dizer que ama, é dar um abraço. Ser feliz é ver o amigo se dando bem. Ser feliz é olhar a chuva, olhar o pôr-do-sol, a lua-cheia, o vento batendo no rosto num dia quente, ser feliz é olhar a natureza e sua beleza, as flores. Ser feliz é olhar para um filho, ou um sobrinho, e sentir-se inteiramente emocionada pela existência daquelas criaturinhas. Ser feliz é ouvir um elogio, um muito obrigado, ou ouvir apenas boa noite de quem menos esperava.
Vê-se que quando rolei na cama, não foi apenas com esses motivos, pois são infinitos os motivos de felicidade, mas ainda neste ínterim, pensei: A felicidade é algo constante, o que existe são momentos tristes.
Uma doença, uma morte, uma separação. Isso é triste, mas é momentâneo, uma hora a dor passa. Triste é ter fome e não comer, ter sede e não beber. Triste é ver a infelicidade alheia, a pobreza de espírito dos que mais gostamos. Essas coisas interrompem por um momento a felicidade constate.
É frustrante trabalhar duro e não ser recompensada, e dizer boa noite e não ser correspondido. São estressantes aquelas criaturas lindas que há pouco lhe faziam tão feliz tirando sua paciência. Essas pequenas coisas também interrompem a grande felicidade constante.

Portanto, como uma atividade diária, contemos os momentos felizes e os momentos tristes, aí saberemos o que é realmente é constante e momentâneo na sua vida.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Vida média

A vida é um ciclo. Se olharmos ao redor, vemos meninas de 18 anos usando roupas e sapatos parecidos com o que já vimos nossas mães usando. Vejo homens com cabelos Black- Power e lembro das fotos de meu pai usando o mesmo modelo há mais de vinte anos atrás. Falando de ciclos, nunca deixaria de citar Cazuza que dizia: “eu vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades”. Não fiquemos desanimados, a vida é assim mesmo uma eterna repetição, mesmo que não percebamos, estamos fazendo exatamente tudo que nossos pais já fizeram. Variamos de um lado ou de outro, inovamos e até criamos, mas não deixamos de repetir as mesmas coisas.
Sei que estou sendo repetitiva, mas não posso deixar de citar Nietzsche e o eterno retorno. Ele fala que o eterno retorno seria uma maldição, em que tudo que se fizesse hoje se repetiria eternamente. Caso fizéssemos boas escolhas, como uma vida saudável, feliz, amigos, viveria eternamente essa vida. Caso contrário, escolhesse uma vida sem sentido, em um emprego que não gosta, em um casamento infeliz, em uma busca apenas por coisas superficiais, assim seria eternamente sua vida, não poderia mais mudar.
Suponho que o eterno retorno realmente exista, com a diferença que podemos escolher mudar. Podemos escolher uma vida criativa, feliz, podemos escolher ou não um bom casamento, uma boa carreira. Podemos escolher ou não viver à espera de um milagre, ou simplesmente fazer de cada dia um milagre.
Sei que tudo isso parece mais um clichê da vida feliz na contemporaneidade, que sua vida é cheia de obrigações para parar para pensar neste monte de bobagens sobre vida feliz, isso ou aquilo, outros até diriam que vida feliz é feijão na mesa. De acordo com a pirâmide de Maslow, acredito que vocês estão cheios de razão.
A sensibilidade, o idealismo, a auto-realização, dentre outros estão lá no topo da pirâmide, e também não deixamos de ter razão por querermos coisas assim. E neste ínterim, toca-se no assunto mudança novamente, um tema que anda rodeando meus sentimentos e pensamentos, entretanto, o que me motivou a escrever essas linhas não foi apenas a mudança, mas o que ela provoca nas pessoas.
Acompanho diariamente a vida social dos amigos e mais próximos no facebook, e compreendo o que se passa na cabeça de muitos ali apenas por uma porção de postagens e de comentários. Percebi, e não foi surpresa, que a motivação de muitos dos meus contemporâneos e conterrâneos, é derivada de uma vida superficial, cheia de interesses, e uma mediocridade que não dá para sentir inveja. Somente uma observação, quando falo de mediocridade, não tenho em minha mente que a pessoa seja menor, ou menos inteligente, ou mais idiota. Penso apenas que um medíocre vive uma vida média, sem graça, sem pretensão, sem rumo, sem aquele brilho nos olhos que dá vontade de ver.
E o que compreendo ainda mais sobre mediocridade dos meus conterrâneos, foram suas motivações em um momento político importante para o ponto de partida de mudança da cidade. O que vejo são muitos ressentidos por não terem conseguido um bom emprego, pensam eles: “eu estava lá, fui a todas as palestras, carreatas, fui aos sítios, ajudei, coloquei meu carro para rodar com minha própria gasolina, mereço o melhor emprego”. Isso é medíocre, mal sabe essa pessoa, que as suas escolhas políticas podem melhorar a educação, a saúde, o entretenimento, e que isso é muito mais importante, pois terá muitas e boas consequências no futuro, dentre elas a tal vida financeira a qual tão almejam.
Mas não só vejo a mediocridade rondando a cabeça das pessoas atrás dos empregos não, vejo também em algumas lideranças. Como estudante de administração, posso não ter aprendido a ser a melhor administradora ou líder, mas aprendi a observar. Dentro da percepção de boa administração leva-se mais em conta a razão do que a intuição, sobretudo, leva-se pouco ou nada em consideração se a pessoa a ser escolhida foi partidária ou não. É por essas e outras coisas que existe o emprego por indicação, o nepotismo, e acima de tudo, existe uma máquina pública que mal funciona e precisa mais e mais da contribuição da população pagando altos impostos.
Se um líder sequer pensasse antes de qualquer coisa na hora de montar uma equipe, em meritocracia, a coisa mudava de rumo, poderíamos até ser considerado um país evoluído. Segundo a Wikipédia, meritocracia é: “um sistema de governo ou outra organização que considera o mérito (aptidão) a razão para se atingir determinada posição.” “Em sentido mais amplo pode ser considerado uma ideologia. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento e entre os valores associados estão educação, moral, aptidão específica para determinada atividade. Em alguns casos, constitui-se em uma forma ou método de seleção”.
As organizações e governos que utilizarem-se da meritocracia como guia de seus códigos de ética e conduta poderiam se considerarem superiores em eficácia, eficiência, sobretudo, em excelência, pois onde há os melhores funcionários, os mais engajados, os mais apropriados e preparados, são os mais responsáveis pelo crescimento, seja econômico, educacional, social, sendo um diferencial em um país de dinheiro na cueca, puxa-saquismo e clientelismo. Todavia, Belchior, sempre tão atual já disse: “nossos ídolos ainda são os mesmos, e as aparências não enganam não, você diz que depois deles não apareceu mais ninguém, você pode até dizer que estou por fora, ou então que estou inventando, mas é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem”.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sobre o amor e a caridade



Andei pensando sobre o amor, daí perguntei a alguém o que era o amor, e ele respondeu que depende. Pode ser amor de mãe, amor de irmão, amor marital, sexual, enfim, não dá para responder o que é o amor.  Segundo o dicionário Aurélio, amor é, entre tantos significados: Sentimento que induz a aproximar, a proteger ou a conservar a pessoa pela qual se sente afeição ou atração; grande afeição ou afinidade forte por outra pessoa, sentimento intenso de atração entre duas pessoas, ser que é amado, disposição dos afetos para querer ou fazer o bem a algo ou alguém, entusiasmo ou grande interesse por algo, ligação intensa de caráter filosófico, religioso ou transcendente, grande dedicação ou cuidado. Ahhh o amor! Tema tão discutido desde a antiguidade até hoje. O amor fraternal, o amor romântico.
De acordo com a bíblia, sobretudo, I coríntios 13, o amor deve a tudo suportar, tudo esperar, tudo crer. Deve ser sofredor e bom, não deve ser invejoso e não se irritar. O amor pensa no outro e não busca os seus interesses.  O amor deve ser justo e verdadeiro.  Vivemos em um mundo, tenho a impressão, desistente do amor. É tão difícil amar, que é melhor não amar. Porque, para amar eu preciso ver o interesse do outro e não o meu, eu tenho que usar da justiça, mesmo sendo maléfico para mim mesmo.  Tenho que ser verdadeiro, mas não é aquele verdadeiro que diz tudo na cara, que magoa as pessoas, mas simplesmente aquele vive na verdade. É, parece mesmo que deixamos de amar. Hoje nos apaixonamos e pronto, sem comprometimento. Amamos nossos pais, até porque eles nos amam incondicionalmente, assim é bem fácil.
Falar de amor é falar de humanidade. E quando toco neste assunto lembro-me de um personagem e um episódio. O personagem que lembro é Zaratustra, poeta de Nietzsche, que dizia que nós somos egoístas por instinto. O que há de amor e caridade é nada mais nada menos do que máscara social que usam os mais hipócritas. Pensei muito a respeito do pensamento deste Zaratustra. Pensei tanto, que passei a acreditar que tudo o que eu fazia era apenas por mim, nada e nunca por benefício de outrem. Mas depois de um longo tempo racionalizei e pensei novamente, se o egoísmo é instinto, a bondade deve ser também. E lembrei-me de muitos outros filantrópicos, Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, São Francisco, enfim, a lista felizmente é grande. Mas sem rodeios, vou falar sobre o episódio. Um dia fui à missa assistir a uma homilia de um Pe. Doutor em filosofia. Esperava os conceitos mais racionais, e raciocináveis, porém, o que mais me marcou, e lembro até hoje disso não foi complexo ou retórico, foi o que de mais simples existe e disse: “as pessoas estão buscando a santidade, mas passam por uma calçada vêem um pobre faminto, e ficam alheias”. Estas mesmas não se indignam com a injustiça social, aliás, muitos são alpinistas sociais. Passam e vêem pessoas não só desnutridas de alimentação, mas de esperanças de um mundo melhor, mais justo. Passam por jovens sedentos por conhecimento, mas com inchadas nas mãos. Mulheres com fome de cultura, mas com uma trouxa de roupas nas costas para lavar e ganhar o seu dia. E o que fazem, o máximo que querem é garantir o seu. Ele completou que antes de querer ser santos, devemos ser mais humanos, e parar para olhar essas coisas, que são sim de nossa responsabilidade, pois até na hora da escolha dos nossos representantes devemos nos lembrar de tudo isso. A lição: tentar ser humano.
Mas voltando ao início do texto em que cito um trecho da bíblia, no mesmo texto diz que mesmo eu possuindo o dom das profecias, o dom de todos os mistérios e toda ciência. Se tivesse toda fé, se não tivesse amor de nada valeria. E no fim ainda diz que tudo cessará, mas não o amor. E contextualizando, vi uma frase que me chamou atenção: "Quando a última árvore for cortada, quando o último rio for poluído, quando o último peixe for pescado, aí sim eles verão que dinheiro não se come”. Pois é, o dinheiro também acaba, e a nossa carne vai ser servida aos vermes, a única coisa que deixaremos será, talvez, uma boa lembrança de que fizemos algo de útil por amor, arte rara da contemporaneidade.

domingo, 25 de novembro de 2012

Mudança, quem tem medo dela?


Vivemos bitolados em um mundo tão controlador, que fechamo-nos, ficamos inacessíveis, nos desconhecemos completamente, chegando a nos tornar meras máquinas, que vez ou outra precisa de um up-date, uma varredura, um escaneamento. Mas em que momento paramos para pensar em/e sobre nós mesmos?
A maioria das pessoas, além de não se auto-analisarem, sequer se importam com isso, vivem uma vida tão medíocre, tão rasa, tão superficial, que simplesmente não entendo, como conseguem ser pessoas felizes. Mas ao viver um pouco dessa vida eu entendi o porquê da mediocridade, da falta de interesse em querer saber quem são. Nós ficamos tão atolados com o que o mundo nos impõe ou apresenta, que nos rendemos a ser meras máquinas.
Funciona da seguinte maneira: O computador é ligado, executa demasiadamente todas as funções manobradas pelo sujeito humano, o estabilizador esquenta, e percebe-se que está na hora de desligar, caso contrário, é preciso substituir a máquina, pois algum dos seus componentes começa a falhar. Começa pela memória, ela fica desgastada, e é neste momento que se compra outra com mais gigabytes. A ventoinha para de “ventar” a máquina esquenta, e é preciso trocá-la. Inúmeros vírus se instalam e é feito um escaneamento, porém, acaba-se perdendo documentos importantes, então, quando é a placa-mãe, o pensamento do técnico em informática é o seguinte: quando a placa mãe para de funcionar, o melhor mesmo é trocar por outra máquina, no entanto, para redução de custos compra-se uma nova placa mãe, e a máquina vai arduamente fazendo seu trabalho diário.
O processo então é muito simples, é igual ao que estudamos na escola: a gente nasce, cresce, amadurece, reproduz e morre. E num pensamente cartesiano vivemos nossa vida mecanicista. A gente estuda e trabalha demasiadamente durante todo o dia, a gente chega em casa às 22hrs cansados. A gente toma um banho, come algo e dorme. Chega um momento que a memória começa a falhar e começamos a usar agendas. Logo em seguida vêm os problemas gastrointestinais oriundos de uma má alimentação, fazemos dietas. Por conseguinte, a baixa-imunidade possibilitando a facilidade de diversas doenças se instalarem. Com isso paramos de sermos produtivos, e os técnicos acham que é melhor a substituição, porém, é alto o custo de novas aquisições, e a máquina humana vai arduamente fazendo seu trabalho diário.
Será que as máquinas humanas começaram a darem conta de si mesmas? Será que elas se conhecem? Será que elas entendem que o pânico que sentem, o medo, o terror são oriundas de algo dentro delas, e que somente elas sabem? Será que as máquinas humanas vão olhar dentro de si e parar de enxergar veias, artérias, rins e fígados para enfim começarem a perceberem que tudo começa no cérebro, isso que chamamos de coração, e outros ainda chamam de alma?
Eu, como máquina humana não entendia o terror, o medo que sentia. Aquela sensação tão estranha de tentar fazer algo e nunca conseguir sair do ciclo: faculdade, trabalho e carreira. E por apenas um curto período vivenciando esse processo mecanicista, automático, não percebia que me fechava, que não me permitia ser eu mesma, mas ser aquilo que todos querem ser: o profissional bem sucedido ganhando bem, bem casado, com filhos e uma casa linda. Eu estava me perdendo de mim, do eu mais autêntico, do eu mais original, mais criativo, mais intuitivo, e principalmente, do eu feliz.
Nós temos medo da mudança, e que mudança extrema é a de deixar de sermos os outros para nos tornarmos nós mesmos. E que mais difícil, neste mundo tão cruel, nesta carnificina profissional, perceber-se a si mesma, saber-se, e descobrir-se. O medo da mudança é, sobretudo, o medo de não ter nada dentro de nós mesmos, além daquilo que nos fizeram ser. Este é o terror do humano máquina, querer ser humano e não saber-se tão genuinamente, tão intrinsecamente, tão “eumesmamente” e saber separar o mundo, a sociedade, que espera e cria expectativas a julgá-lo um nada. O medo que temos de mudar, talvez seja esse, sair da linha reta, do caminho traçado, e tentar ser feliz com o que se tem.

sábado, 1 de outubro de 2011

TOMAR BANHO DE CHUVA LAVA A ALMA


Saudade daqueles tempos que parecem nunca mais querer voltar. Andar de bicicleta, tomar banho de chuva, comer chocolate, tomar run, fazer piquenique, aniversário surpresa, paquerar, chorar e sofrer. Oh santa adolescência que trás de volta tanto horror e ternura, tantos extremos, tanta aventura.

Tantas coisas simples vivi. Jogar capoeira, jogar futebol, jogar vôlei, jogar ximbra..kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk a vida era um jogo. A nossa vida agora se tornou um jogo muito maior. Responsabilidade, compromisso, resultado. O resultado do jogo qual é?

Na bíblia fala em algum lugar, em algum versículo, que o reino dos céus pertence a quem tem alma de criança. Será que tenho que voltar a jogar bola, ximbra e vôlei, a brigar com mamãe de modo tão egoísta e tão mais confortável, deixar que alguém abra mão de tudo por mim, e só me divertir. Talvez eu tenha entendido mal a mensagem, mas que saudade dá da falta de compromisso, do egoísmo, do ócio, e tudo de bom que ele produzia, do meu senso crítico, de minha alma em busca de algo maior, de querer mudar o mundo, de ser melhor, que saudade que tenho.

Qual o tipo de cifra que compra tudo isso. Ideologia, o que será isso? Músicas legais, vida legal, parece não existir mais. Estou gorda, estou velha, estou cansada, ora motivada, ora totalmente fracassada. Oh vida! oh morte! oh loucura! cadê você?!?! A loucura que me deu equilíbrio, ou aquele desequilíbrio tão bom, tão gostoso. Acho que vou ser normal, por isso choro. Vou ter um filho, e minha vida acaba, pra começar outra vida. Que a dele não seja medíocre, mas não seja assim igual a minha sem foco, sem rumo, sem destino. Dele ou dela né.

Nunca mais tinha escrito nada, tava numa santa normalidade alienada. Agora penso que alienação é nada mais que uma situação em que pessoas que não tem tempo de pensar, se alienam àquilo que estão fazendo. Oh crise! oh vida! oh loucura! Dei-me de volta a inteligência dos meus 18 anos, a idade ta me fazendo regredir, a responsabilidade ta me deixando quadrada, o costume tá me deixando burra. Ohhhhhh diários da minha infância e adolescência, dei-me folhas para escrever, e mande com elas o tempo. Quero tempo, quero tempo, quero tempo. Fora revolução industrial, fora inovação da administração, vamos viver com o antiquado, vamos ter preguiça e sermos felizes, vamos comer o que plantamos, vamos esquecer dessa loucura, vamos acabar com a internet e a moda, vamos não querer comprar, vamos não querer ter, vamos ser, ser, ser, ser, ser, ser. Ser ou não ser, eis a questão. Ahahahahahhaha que hilário.

E como diria Lenine, para justificar todo esse emaranhado de palavras fora de ordem, de contexto, e de tudo que a gramática condena eu cito: “Eu gosto é do inacabado, o imperfeito, o estragado que dançou, o que dançou... Eu quero mais erosão, menos granito, namorar o zero e o não, escrever tudo o que desprezo, e desprezar tudo o que acredito, eu não quero a gravação, não, eu quero o grito, que a gente vai, a gente vai e fica a obra, mas eu persigo o que falta não o que sobra, eu quero tudo que dá e passa, quero tudo que se despe se despede e despedaça.

O no final me justifico dizendo que onde há o caos há uma estrela cintilante não é Nietzsche? Mas você morreu louco, e agora. E a loucura, é boa afinal, o que diria você Erasmo? Acho que experimentamos todos os dias de uma loucura diária, só que suportável, por isso vivemos, e essa loucura além de suportável, é aceitável, quando passa a não ser, deixamos de viver, pelos menos as nossas próprias vidas para vivermos a delas, sim, as delas mesmo, aquelas famílias lindas e horripilantes de comerciais de margarina. Oh famílias motivadoras, vou ter um filho igualzinho ao seu, que não vai escrever certas linhas, ou linhas nenhumas. Desejo oh Deus que meus descendentes tenham algo diferente de mim, a atitude. QUE ELES SEJAM.! AMÉM!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Ele e sua virilidade

Virilidade: substantivo feminino, todavia, adjetivo masculino. Qualidade de viril, homem com esforço, vigor e coragem.

Fiquei pensando em uma palavra para dotar a mulher com os mesmos adjetivos, vasculhei minha memória, e não encontrei uma sequer. Talvez pudesse existir a expressão “uterina”, para podermos falar em: força, coragem “uterina”, e não foi em vão que pensei, pesquisei na internet e tava lá: força uterina, força de mãe. Isso! Agora sim, temos um termo, pois é no útero que a mulher possui o maior poder, o de formar um ser.

Tudo bem, agora com expressões em mãos, posso continuar a reflexão. Uma mulher busca sua força para lutar, trabalhar, viver em meio a constantes desafios baseada na força que o útero a proporciona, e o homem, busca também sua coragem para lutar, vencer as dificuldades, em seu poder fálico, seu poder viril.

Agora, eu posso concluir uma coisa, existe uma mulher, (que além dos desenganos que todas as mulheres sofrem, por viverem em uma sociedade patriarcal), se sobressaiu, e foi mais adiante: lutou com armas na mão a favor do povo, foi espancada, agredida, torturada. Ela não só sentiu as dores do parto como se vê. Recentemente ela venceu um câncer, e está aí: firme e forte, possui, portanto, uma força uterina.

E ontem (dia 21 de outubro de 2010) conclui outra coisa, que existe um homem, que sofreu um traumatismo, está com um edema na careca, tudo por uma força fatal de uma bolinha de papel, eis um homem que definitivamente não é viril.

domingo, 12 de setembro de 2010

Mulher moderna ou não moderna, eis a questão!


Em tempos de liberdade, objetivos alcançados, lutas vencidas e muitas ainda por vencer, como ser uma mulher em diferencial daquelas que se levam pelas ideologias prontas?

A mulher pode ousar tudo, ser ela mesma? Deixar de lado convenções morais, deixar seu instinto feminino falar mais alto?

Oh quantas perguntas ainda temos por responder. E ai que raiva que tenho das mulheres com todas essas respostas.

Fico aqui sentada olhando para o mundo, apenas como espectadora, ínfima espectadora, que vê tudo apenas por internet e televisão, e que nem a cabo é. Mas vi algumas coisas, acompanhei pessoalmente, e li em algum lugar: mulheres, quantas mulheres que lutaram pela liberdade. Liberdade para poder estudar, trabalhar, amar, e apenas buscar seus próprios sentidos na vida, pois infelizmente, nosso destino já é traçado, e acabamos nos iludindo com as maravilhas de sermos mulheres neste nosso século. Podemos agora estudar, trabalhar. Somos executivas, empresárias, doutoras, cientistas, filósofas, psicólogas, trabalhadores, estudantes, mães casadas, mães solteiras. São nossas nomenclaturas, agora homens, são apenas homens, parecem ainda não precisar de tantas formalidades para se identificarem como pessoas.

Mas voltando às escolhas, somos nós que escolhemos ser executivas, médicas, juízas, ou só são das tais nomenclaturas que tanto precisamos para conseguirmos sermos pessoas? Infelizmente, estamos entrando em uma fria, estamos novamente nos escondendo atrás de algo para nos defendermos da sociedade, e mesmo assim continuamos prisioneiras. Mas porque diabos ainda somos tão prisioneiras diante de tanta liberdade de expressão, eu, por exemplo, posso escrever isso aqui sem ser taxada de subversiva, feminista, mulher moderna, ou qualquer outro apelidinho mais vulgar ou comum? Não! Não posso. Somos ainda prisioneiras, conquistamos nosso espaço profissional, e acumulamos tarefas, agora além de sermos boas mães, esposas, donas de casa, somos também boas profissionais, o que era antes a depressão da dondoca, se transformou na supressão da mulher moderna. Sem falar também da prisão do casamento, deixamos de lado nossos gostos, princípios e ideais, para nos tornarmos “um só”. Um só, na prisão da sexualidade monogâmica, na prisão das roupas decotadas que já não usaremos, dos amigos homens que não serão mais tão frequêntes em suas visitas, e entre tantas outras coisas, toda essa prisão em troca de comodidade, conveniência, moralidade. Mas essas idéias que coloco aqui não serão executadas por mim, pois as normas contra as quais luto constantemente já estão enraizadas em mim; penetradas como um câncer que já tomou conta de todos os órgãos vitais. E o que devemos fazer, nos render? A resposta é não, pois estaríamos lutando contra nós mesmas, olho tão fundo para o meu problema, que ele passa a me olhar e a me consumir. Infelizmente temos que nos adequar constantemente a cada ambiente que frequentamos, na faculdade não podemos usar vestidos vermelhos e curtos (caso Geise), não podemos também frequentar bares junto aos nossos amigos homens, não podemos beber, pois ficamos histéricas e vulgares, como também, não podemos ser mal-amadas, temos constantemente que ter um homem que nos ame incondicionalmente, e que nos sejam fiéis eternamente. Temos que manter a pose, o que seria de nós sem ela? E quando arrumamos um homem, ao menos próximo do que é humanamente possível de ser, para estar do nosso lado e não por cima da gente, os belos desafiadores da nossa sociedade moderna, ainda levam nome de babacas, dominados, inferiores ou gays. O pior de tudo vem aí, são as próprias mulheres que se detonam. Outro dia, levei um filme para o ônibus da faculdade, para passar tempo em uma hora de viagem. O filme era uma comédia pornô, o estilo american pie. Inocente, coitada de mim, levei um filme em que se tratava de uma mulher virgem, que quer perder a virgindade e fica procurando caras para executar a difícil missão. Acostumados, porém, com filmes levados também para esse ônibus, e que se tratava de homens virgens correndo atrás de mulheres, e levados também por homens, pensei novamente ingênua, que tal filme seria apenas mais um. Triste engano, as mulheres quase santas, e todas virgens, fizeram uma revolução, me xingaram de tudo o que não presta, outras perguntaram até se eu não tinha vergonha. Resumindo, seria mais honroso, moral e ético, um homem levar um filme de um outro homem tendo ejaculação precoce, pois nunca comeu ninguém na vida, de que uma mulher, levar um outro filme de uma mulher, querendo ser deflorada, pois a sua natureza a chamava.

Oh com é difícil ser mulher, e como é mais difícil ainda ser mulher moderna, nessa sociedade tão mais moderna, ter que ser tão cautelosa diante de tantas exigências. E diante delas, ai vai uns palpites de como ser uma mulher de sucesso e feliz, sem maiores problemas:

1 - Ter o cuidado de não falar palavrões na frente de familiares ou pessoas que não sejam da sua idade ou de sua tribo;

2 – Ser coerente e equilibrada 24h por dia;

3 – Não cansar; não ficar feia ou com rugas;

4 – Não ter olheiras, e ter cabelo liso é de fundamental importância;

5 – Usar sempre salto alto;

6 – Vestidos decotados apenas em locais apropriados, como por exemplo, prostíbulos, bordeis, cabarés, ou puteiros mesmo.

7 – Não poder ser cachorrona, não pedir sexo, não tomar a iniciativa.

8 – Casar e ter filhos;

9 – Trabalhar fora e dentro de casa;

10 – E ainda no quesito beleza, ter que fazer academia, colocar silicone, fazer uma bela lipo, e uma plástica na meia idade.

Oh minha Nossa Senhora das causas impossíveis, valei-me.