quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sobre a deslealdade

Sou contra toda e qualquer deslealdade. Conheço particularmente dois tipos, uma deslealdade bruta, óbvia, e uma deslealdade sutil, lapidada.

A primeira é terreno fértil onde são plantadas algumas sementinhas. A segunda é a água que rega.

A bruta é burra, nem percebe que dá na cara, que todos sentem o cheiro forte que possui a semente da falsidade, principalmente se anda ao lado da lapidada e sofisticada deslealdade sutil, esta que prepara todo o terreno para regar tudo o que também apenas possui: falsidade.

No final, no juízo final, qual das duas deslealdades é pior?

Eu particularmente não gosto de coisas óbvias, explícitas. Gosto de olhar, observar, analisar, e ter finalmente conseguido sentir o cheiro podre que há em toda sutileza e perspicácia da deslealdade fina. Enquanto, coisas óbvias, a gente sente o cheiro de longe, todo mundo vê quando atua a deslealdade burra.

Ah, mas há uma esperança. Uma hora, de tanto andarem juntas, a burra e a inteligente, por onde passarem deixarão o rastro de falsidade, inveja, infelicidade e frustração, afastando, portanto, uma coletividade de narinas sagazes.


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